domingo, 5 de janeiro de 2025

Trilogia Romance Policial - Acesse: www.agbook.com.br


São 3 romance policiais: -Um vulto entre as cortinas -Assassinato pela Internet -Um crime quase perfeito Acesse: www.agbook.com.br

quarta-feira, 13 de março de 2019

Três Romances policial inéditos!

Crimes? Somente na ficção.

Conheçam minha trilogia policial, histórias inéditas que vão levá-lo a pôr os neurônios em ação, numa viagem pelos meandros dos cenários dos crimes... Histórias envolventes, desafiadoras. Confira os livros no portal:

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terça-feira, 31 de julho de 2018

Romance Policial

Amigos,

se vcs apreciam a leitura de Romances Policiais (escrito por brasileiros, em cenários no Brasil), informo que disponibilizo GRATUITAMENTE meus três livros, em PDF, bastando apenas fornecer-me o email. Livros:

* Assassinato pela Internet

* Um Vulto entre as Cortinas

* Um Crime quase Perfeito


Abs.

Inácio Dantas

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Tabs: Romance Policial, Literatura de histórias policiais, 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Capítulos II, III, IV e V do romance policial "Um Vulto entre as Cortinas"


II

Helen era uma garota estudiosa, embora tímida e retraída por ter sofrido, no seu curto tempo de vida, infortúnios das poderosas mãos do destino. Tinha um corpo franzino, pele clara, cabelos loiros e longos e olhos castanhos que necessitavam de lentes corretoras.
Contava apenas onze anos de idade. Enquanto as demais crianças da sua idade viviam num mundo de alegria e brincadeiras, ela era reclusa, fechada em si mesma, prisioneira de um passado que insistia em estar sempre presente. Trazia no peito feridas de um sofrer que somente o futuro seria capaz de curar. Nesse breve período de existência perdera seu pai, que a abandonara aos dois anos de idade, quando num acidente de carro, dirigindo bêbado, causara a morte de sua mãe. Condenado pelo acidente, cumpriu a pena e depois desapareceu. Ela, órfã, ficou entregue aos cuidados de sua tia Júlia e de seu tio Vicente.

 III

Júlia era uma senhora de trinta e três anos e única irmã da mãe de Helen. Casada com Vicente há dez anos, não tinha filhos. Morena de olhos negros, irradiava uma meiguice e uma beleza interior iluminada pela beleza exterior. Apesar de despojada e de enfrentar os percalços da vida com disposição e garra, vivia por dentro sua incompletude de mulher, pois faltava-lhe ainda sentir no ventre a doce emoção de gerar seu próprio filho. E ela acalentava esse sonho, sonho de todo casal, inalienável. Quando mentalizava a possibilidade, deixava verter lágrimas tristes, pensativa com reflexões do tipo: “Quem sabe um dia, com a ajuda da evolução da medicina e das técnicas da tecnologia moderna...”. Quanto a Helen, adotara-a quando do acidente com a irmã e a tinha como filha. Cercava-a de todos os cuidados e com a entrega plena que toda mãe tem por um filho natural, afinal em suas veias corria o mesmo sangue da sobrinha. Cuidava da menina com ternura e afeto. Falava suave, com um jeito dócil, palavras pausadas e carregadas dos simbolismos do amor, que, para quem ouvia, pareciam brotar de um sentimento vivo, originário de uma verdadeira mãe. Formavam uma família feliz, unida, de bem com a vida, cercada de paz, amor e todo conforto material.

 IV

Vicente era taxista, trinta e seis anos, estatura média, forte, de boa aparência. Estava, invariavelmente, com um chapéu tipo cowboy para esconder a calvície que se desenhava de forma expressiva. Vestia, habitualmente, sobre camisetas brancas de rodeio, um jaleco preto com botões de metal com a estampa de um alazão; usava calça jeans bem cuidadas e impecáveis e reluzentes botas de couro. Era o estereótipo, na cidade, de um homem do campo; um aficionado pelo estilo country-sertanejo. Possuía carro próprio e trabalhava na área central do bairro de Campo Alto na cidade de São Paulo. Apesar da profissão simples, como tantos milhões de brasileiros, aquele cowboy do asfalto tinha um padrão de vida estável. Um homem lutador, determinado, perseverante. Diariamente ia trabalhar com o seu táxi e, não raro, ficava até tarde da noite, para engordar o faturamento; não recusava passageiro nem temia os riscos iminentes e inerentes à profissão. Incansável, mesmo em dias chuvosos saía às ruas. Para justificar seu corre–corre, costumava repetir um bordão a quem o contestava: “pedra que rola não cria limo...”.

V

De segunda a sexta-feira, pontualmente às 12:00h, Vicente enfileirava seu carro na porta do Colégio Santa Catarina para buscar a sobrinha. E durante essa semana e meia de aula não fora diferente. Parado em frente ao portão central do colégio, viu quando ela saiu. Pôs-se de pé ao lado do carro, ergueu a mão e acenou. Helen, vendo-o, rapidamente desceu as escadas em sua direção.
–Oi tio! 
–Oi Helen. Como foi o seu dia de aula?
–Foi corrido, teve muita lição...
–Está com fome?
–Um pouco...
Ela abriu a porta do carro, entrou e sentou-se no banco traseiro, e como de hábito afivelou o cinto de segurança.

Vicente também entrou, fechou a porta, afivelou o cinco de segurança e ligou o ar condicionado. Deu a partida e saiu... 

Inácio Dantas
trecho do livro "Um Vulto entre as Cortinas"
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sábado, 21 de janeiro de 2017

Capítulos II e III do livro "Um crime quase perfeito"

      06 de Julho de 2006 - (Quinta-Feira)

II

Dra. Regina Valadares era uma profissional conceituada no bairro e na classe médica local. Médica pediatra, quarenta anos, um filho, vivia um irônico antagonismo em sua vida: de um lado a ascensão na carreira profissional, de outro um desastre na vida pessoal. Seu processo de separação litigioso se agravava trazendo-lhe sérios problemas e grandes aborrecimentos. Seu marido, Martin Valadares, quarenta e três anos, um jornalista de capacidade mediana, a trocara por uma colega de trabalho, Priscila, também jornalista, mais jovem, bonita... e esperta... Embora fosse ainda um relacionamento sigiloso, havia um agravante: ele não era o único na vida dela. Sua “nova” namorada tinha um “velho” alguém, há muito tempo, e estavam em conluio para “aplicar” um golpe, sabedora que breve ele poria a mão em cinquenta por cento de alguns milhões. Em verdade, até aquele momento, o acerto da divisão dos bens entre ele e a esposa transformara-se numa batalha campal de processos e fóruns. Ofensas, humilhações de parte a parte, eram pólvora pura para fazer eclodir uma disputa sem precedentes. No embate dos advogados, nada indicava que ele seria agraciado com facilidades de receber o que, muito certamente não trabalhara para ter. Por outro lado, ela, resignada no seu papel de mulher e de mãe, não abria mão da sua parte no patrimônio e nos destinos do filho; ele, em tom democrático, deixava para o filho a decisão de com quem ficar, pois “era um rapaz crescido, emancipado, e já podia decidir por si próprio”, dizia. Porém, no tangente a bens e valores era irredutível: fazia questão dos centavos. E o impasse estava aberto. Pelo visto, o divórcio entre os dois seria escrito em papéis escuros com tinta de sangue...


III 
Priscila, trinta anos, de uma família de cinco irmãos, era oriunda de uma pequena cidade no interior paulista. Formada em jornalismo, viera para a capital para tentar a sorte e encontrar um bom trabalho na área. O que, de certa forma, não fora difícil. Com sua beleza encantadora, corpo escultural, e, sobretudo com uma educação burilada pelas mãos rijas da família, mas afetuosas no trato, saíra-se vencedora na sua procura: conseguira um emprego de estagiária numa conceituada empresa jornalística. Depois de alguns meses, com as suas qualidades e competência, firmara-se, passando a ocupar um cargo na redação, já na condição de contratada.
De uma infância pobre e de dificuldades, queria muito mais. O mundo? Quem sabe! O fato é que jurara para si mesma deixar a vida de pobreza e de sofrimento, “nem que eu tenha que vender a alma, não quero nunca mais sentir a dor das privações!”.
Durante um ano exercera eficientemente suas funções. Nos últimos oito meses, fora alocada numa sala contígua à de Martin. Assim, nas idas e vindas pelos longos corredores da redação, aliada à afinidade no trabalho, ambos acabaram estreitando uma amizade que culminou, por parte dele, num convite para “saírem para se conhecerem”. Ela, sabedora da sua condição de casado, deixou claro que seria, de fato, somente para se conhecerem, sem conotação outra qualquer. Martin, coração angustiado, carente de afeto, uma vez que há bom tempo estava às turras com a esposa, fez desse momento com Priscila o nascedouro de algo maior. Sentia-se no paraíso quando estava com ela, inalando uma química que o fazia sair do eixo e desconcertar-se - uma mistura contagiante de doçura, sedução... Esperta, ela entendeu que ali poderia estar um “bom partido”, e que muitos dos seus problemas poderiam, enfim, ser resolvidos. Não demorou, pois, a assentir aos seus apelos de namoro. Sigiloso, no início, mas com o tempo não havia quem não soubesse do idílio entre os dois, sob a promessa, dele, de “algo sério, tão logo estivesse divorciado”...

Entretanto, como sombra negra que insiste cobrir a luz das pessoas que têm um passado com uma história mal escrita, havia um alguém por quem ela se apaixonara e vivera um intrépido romance. No seu diploma de bacharel ela trazia indelevelmente marcado, desde o primeiro ano de faculdade, o nome de Alberto, rapaz que conhecera no campus. Com ele, qual um destino escrito por mãos invisíveis, no futuro dividiria momentos importantes da sua existência...

(c) Direitos de cópia by Inácio Dantas

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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Primeiro capítulo do romance policial "Um Vulto entre as Cortinas"



14 de Março de 2005 - (Segunda-feira)

I


Helen lavava as mãos no banheiro da escola...
Nessas duas últimas semanas de aula, todas as manhãs ela olhava distraidamente pelo vitrô do banheiro e via sempre, no majestoso prédio residencial ao lado, as janelas abertas ventilando o apartamento e o sol penetrando entre as cortinas esvoaçantes. Mas, hoje, diferentemente, ao erguer a cabeça para olhar-se no espelho e arrumar a tiara nos longos cabelos e ajeitar os óculos, viu, através do vitrô do banheiro entreaberto, um vulto estranho no apartamento movimentando-se freneticamente tentando fechar a janela do quarto. Apesar dos vidros verdes esfumaçados, quase impenetráveis à luz e aos olhares externos, viu, no momento em que a janela era fechada, o vulto usando óculos escuros. E viu também o contorno das suas mãos negras de onde, repentinamente, fulgiu um brilho avermelhado ante um raio de sol dourado que refletiu no ar. Curiosa, fixou o olhar mais atentamente e viu atrás do vulto uma sombra no fundo do quarto. Não pôde discernir, porém, se era o vulto de outra pessoa ou de algum móvel: o lustre do quarto obstruía sua visão. Rapidamente as cortinas se fecharam e, por um instante, através de uma fresta, o vulto detrás dos óculos escuros olhou fixamente para o vitrô do banheiro, momento em que os dois olhares se cruzaram... Ela estremeceu. Por segundos temeu aquela visão, como num sonho escuro, perdida sem rumo numa estrada longa. Sentiu um calafrio. Aquele vulto estranho, definitivamente, viu com detalhes sua silhueta pueril e o desenho da sua face de pele alva coberta por óculos de grossas lentes. Ela se afastou, passos miúdos para trás, silenciosamente. Fechou num movimento rápido a torneira que ainda derramava água e, agora a passos largos retornou à sala de aula enxugando as mãos na roupa. Era o seu décimo dia de aula na quinta série daquele colégio. Por singulares coincidências, esta segunda-feira, quatorze de março de dois mil e cinco, seria um novo marco em sua vida.
Quem, afinal, Helen viu no apartamento do prédio ao lado, numa distância de apenas dez metros? Uma coisa era certa: o vulto que ela viu, também por ele foi visto e, inquestionavelmente, se aquela presença humana representava algo escuso ela fatalmente representava perigo.
Ao retornar à sala de aula abriu a porta e entrou atabalhoadamente, sem pedir licença à professora. Todos os alunos da sala perceberam sua inquietude e a olharam inquisitivamente. Sentou-se na carteira e conferiu o horário no relógio da parede: 11:30h. Com o olhar detrás das lentes congelado nos dois ponteiros, resmungou baixinho, para si mesma, “essa não, ainda resta meia hora...”. A professora, ao perceber sua agitação indagou:
–Helen, tudo bem com você?
–Sim, professora, tudo bem... – Respondeu com voz trêmula –
–Tudo bem mesmo, tem certeza? Parece que você viu uma assombração!
Ao dizer essas palavras a classe inteira centrou os olhos na garota e gargalhou, ressoando um eco de quarenta vozes...
Mas Helen não estava para piadas e chacotas. Na sua expressão física denotou repúdio à atitude dos colegas. Dentro de si era um poço de aflições e precisava de uma boia salvadora, não de uma âncora de sarcasmos...
–Acho que é o calor, professora...
–Copie as lições, você está atrasada! – Ordenou virando-se para a lousa. –
Cabisbaixa, ela abriu o caderno, centrou o rosto nas páginas e passou a copiar desenfreadamente as lições. Ao terminar, por alguns segundos se desligou da aula e do caderno e pôs-se a pensar nesse novo mundo que passou a viver.
Era o seu primeiro ano letivo naquele colégio. Mudara-se da zona norte havia menos de sessenta dias, pois seu tio vendera o pequeno apartamento que moravam e comprara um amplo e confortável sobrado no bairro. Tudo ainda era novidade – e todos ainda lhe eram desconhecidos. Novo lar, novos amigos, nova escola e professores... E também novos problemas...
Transcorridos trinta minutos a sirene da escola soou anunciando o fim das aulas. Eram exatamente 12:00h.

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